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A primeira vez é sempre
especial. Pode ser o primeiro
beijo, a primeira turma de
amigos da escola, o primeiro
namoro, primeiro sutiã... Com o
sexo não seria diferente.
Criamos tanta expectativa que
acabamos transformando a idéia
da primeira transa num monstro
de sete cabeças.
Calma. As coisas não são tão
complicadas assim. Ter dúvidas é
normal e ficar apreensivo
também. Não saber o que te
espera na primeira transa é
igual àquele primeiro dia da
escola que você ainda não
conhece ninguém e não tem
amigos. Nas semanas seguintes,
você vai perdendo o medo de
ficar sozinho na hora do
intervalo, pois conhece e se
enturma com novos colegas.
Com o sexo é a mesma coisa. Não
adianta querer que a primeira
vez seja perfeita. Somente aos
poucos é que você conhece e
descobre como e o que fazer.
Para isso, estar ao lado de uma
pessoa de quem você goste (e que
goste de você) ajuda bastante.
Assim, não vai ter aquela
vergonha de contar os medos,
dúvidas e aflições. A intimidade
torna o sexo mais fácil e
natural.
Mas, lembre-se de que na
primeira vez também se pode
engravidar e pegar doenças
sexualmente transmissíveis, as
chamadas DSTs. Por isso, tem
que usar camisinha sempre!
As meninas devem ainda procurar
o ginecologista para que ele
indique o melhor método
anticoncepcional.
Atualmente, os jovens têm a
primeira relação sexual mais
cedo do que há alguns anos.
Segundo Carmita Abdo,
coordenadora do Projeto
Sexualidade da USP, as meninas
hoje têm a primeira relação por
volta dos 15 anos (pode ser um
pouco mais ou menos). O curioso
é que houve uma diminuição na
idade em quatro anos nas últimas
quatro décadas! Há quatro
gerações, as mulheres geralmente
perdiam a virgindade com 19, 20
anos. Isso é uma mudança
significativa, se observarmos a
situação dos garotos: nos
últimos quarenta anos, a idade
para a primeira relação diminuiu
somente 11 meses.
Isso se deve à criação da pílula
anticoncepcional, o que
proporcionou uma maior liberdade
feminina. Estes dados não são
para criar pressão, mas para
ajudar a lembrar que o melhor
sexo é aquele feito com vontade
e certeza. Tomando os devidos
cuidados, não tem com o que se
preocupar com o ato em si. A
transa é uma atividade natural
do ser humano, e cada um tem a
hora certa para experimentá-la.
Leia todas as dicas e aja com
segurança!
A primeira vez dói?
Se a menina fica muito tensa, os
músculos da vagina se contraem e
dificultam a entrada do pênis.
Mas, como ficar tranqüila na
primeira transa?! Não tem muito
jeito mesmo, por isso, a maior
parte das meninas conta que a
primeira vez doeu um pouquinho.
O rompimento do hímem também
pode ocasionar um pouco de dor.
Não se apavore... Existe aquela
outra parcela que diz que não
doeu nada. O rompimento do hímem
Dica: Para a menina não
sentir tanta dor, ficar relaxada
é o mais importante. Os carinhos
aumentam a excitação e ajudam a
lubrificar a vagina, o que é
superimportante para que o pênis
não incomode. Escolha um lugar
calmo para transar, pois, assim,
você e seu namorado terão tempo
para curtir cada momento com
muita calma. Dessa forma, vocês
também não correrão o risco de
serem flagrados.
Cuidados e dicas para uma
estréia inesquecível
Sexo é bom, mas também exige
cuidados. Para as meninas, é
fundamental que procurem um
médico ginecologista de
confiança para mais indicações.
Somente ele pode receitar o
método anticoncepcional
apropriado. O médico também é
uma ótima fonte de informações.
Com certeza, a maior parte das
dúvidas sumirá se você se abrir
com ele.
Tanto os garotos como as garotas
precisam se informar sobre o
uso da camisinha, única
barreira para DSTs (doença
sexualmente transmissíveis).
Hoje, a informação é muito maior
do que há alguns anos. Procure,
tenha curiosidade e fique em dia
com os assuntos que fazem parte
do seu dia-a-dia.
Dicas:
Tanto a decisão de transar
quanto o momento certo para isso
deve ser consenso do casal.
Fazer as coisas por pressão
nunca é bom.
Meninos: caprichem bastante nas
preliminares, para que suas
namoradas fiquem bastante
excitadas (a lubrificação delas
facilitará a penetração). No
mais, tenham calma, e não deixe
que a penetração vire uma
"obrigação", uma necessidade: se
não rolar, tudo bem, rola na
próxima.
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