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Apesar dos jovens estarem melhor
informados sobre sexualidade na
atualidade, dúvidas sobre as
conseqüências negativas da
prática masturbatória sobre a
saúde (física e mental) ainda
são bastante comuns entre eles.
Por muito tempo, a masturbação ?
ato de manipulação da região
genital que, normalmente,
resulta em prazer erótico ? foi
entendida como um mau hábito e
esse conceito equivocados sobre
o “sexo solitário” foi
transmitido de geração para
geração.
No século XVIII, por exemplo,
Tissot escreveu um tratado sobre
as conseqüências do ato
masturbatório e destacou que as
doenças mentais e cerebrais
poderiam surgir da masturbação,
bem como a fraqueza física, a
palidez, o desinteresse geral e
até os sinais de esquizofrenia e
epilepsia.
Naquela época, a masturbação era
condenada pela sociedade e pela
própria ciência. A religião
católica também contribuiu para
o surgimento e para a manutenção
de crendices e tabus que
condenam a masturbação até hoje,
considerando-a como um ato
pecaminoso.
A conseqüência de tais idéias é
o prejuízo ao bem-estar físico e
mental do indivíduo que se
masturba, uma vez que desperta
sentimentos de culpa, de
repulsa, aflição e ansiedade,
prejudicando, assim, sua
auto-imagem e dificultando a
satisfação sexual da vida
adulta.
Estudos atuais são unânimes em
mostrar que a masturbação é uma
prática natural e saudável, pois
promove o conhecimento do
próprio corpo e das zonas de
maior prazer, o que favorece
inclusive a satisfação sexual a
dois. Hoje sabemos que
masturbação não causa
impotência, distúrbios
psicóticos ou qualquer outro
dano físico, mental ou de
desempenho sexual.
Masturbar-se é preocupante e
requer cuidados e orientação de
especialista apenas quando o
indivíduo deixa de ter outras
atividades (como namoro, estudo,
trabalho, relacionamento com
amigos, etc.) para praticar o
ato masturbatório inúmeras vezes
ao dia. Ou seja, quando a
masturbação se torna uma
necessidade constante e
incontrolável, substituindo
outros prazeres e necessidades.
Além desse caso, frente ao
desejo sexual e a
impossibilidade momentânea de
relação sexual a dois, a
masturbação é um recurso
possível e saudável para homens
e mulheres, adolescentes ou
adultos.
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