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Depois do
sexo...
O
momento de intimidade à dois inclui, inevitavelmente, um antes e
um depois, tão importantes quanto a própria entrega sexual. Tudo
que se experimenta no presente pode tornar a próxima vez ainda
melhor... Ou pior. Após atingir o orgasmo, o homem retorna ao
estado de não excitação mais rapidamente que a mulher. Ele
relaxa e entra num estado de sonolência depois de experimentar
um gozo satisfatório e ela diminui a sua excitação,
gradativamente, depois do orgasmo. Essa diferença pode levar a
mulher a querer prolongar o seu prazer depois do clímax sexual
com carícias e palavras quando seu parceiro já deu por encerrada
qualquer comunicação adicional à satisfação já atingida.
O ato sexual é reconhecidamente um ponto de alta relevância numa
relação amorosa. Em contrapartida, esse ato está inserido numa
situação mais abrangente que não o esgota em si mesmo. Às vezes,
a excitação da mulher continua após o gozo com o parceiro - o
que a torna disponível para novos orgasmos -, mas ela pode se
sentir constrangida diante dessa constatação, fechando-se. Se
essa mulher conduzisse o parceiro à carícias que prolongassem as
sensações eróticas dela, ele, certamente proporcionaria mais
prazer a ela, podendo também voltar a se excitar para uma
segunda vez. Ou ficar satisfeito por deixá-la satisfeita. Em
outros casos, a mulher pode ter dificuldade de atingir o seu
orgasmo durante a relação com penetração e não sabe como
demonstrar isso para o parceiro. Desde as que tentam compensar
com a masturbação longe de seus parceiros, depois do sexo, como
as que tentam estender o ato sexual depois de terem fingido um
orgasmo e se frustram quando eles não agüentam e param, essas
mulheres tendem a exigir do parceiro aquilo que eles não sabem
como fazer para agradá-las.
Falta, em geral, para essas mulheres a expressão mais clara
daquilo que desejam para que seus parceiros pudessem atendê-las
satisfatoriamente. Até porque os homens preferem se empenhar em
agradar sexualmente às mulheres com as quais têm um envolvimento
- com carícias no clitóris com as mãos ou com a boca - a
deixá-las insatisfeitas depois de um contato sexual. A entrega
sem censura, sem dramaticidade e cobrança no momento íntimo
representa o tempero imprescindível para o prazer à dois. A
relação ideal pressupõe a interrupção da exploração sexual
quando os dois se dão por satisfeitos. Quando a sensualidade do
casal promove gratificação, ambos conseguem trocar energia
positiva. Ficam à vontade depois do ato sexual para fazer um
agrado no outro sem cobrança ou para revelar seu desejo, na
presença do outro, sem inibição. As recriminações que se dirigem
à fase imediatamente depois de um encontro íntimo revelam
desencontros amorosos mais abrangentes não resolvidos que tendem
a se intensificar nesse momento da relação. Sejam dificuldades
que a mulher experimenta em lidar com a sua satisfação sexual
como aquelas que experimentam alguns homens que tratam de
concluir o ato sexual o mais rápido possível para evitar um
aprofundamento na relação ou para esconder suas ansiedades da
parceira, estas não são questões que se relacionam apenas com
esse momento da relação do casal. Mas com pesos pessoais que
interferem na satisfação mútua e transformam um momento que
deveria ser de leveza e inspiração em desassossego de uma ou das
duas partes envolvidas no relacionamento. Para o casal que
experimentou satisfação no ato sexual não representa uma ofensa
ver o relaxamento ou o sono da outra pessoa.
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