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A dor da separação

 Por que razão uma separação é tão difícil de viver? Porque tem a ver com a perda, o luto. "O que fiz para merecer isto?" "Porque não consegui que ele ficasse comigo?" Tantas perguntas para as quais encontramos apenas respostas depreciativas: "Não sou suficientemente inteligente (bonita, nova)"; "Era muito ciumenta (excessivamente dedicada ao trabalho, aos filhos)”. Em resumo, procura-se praticamente desculpar a outra parte. No plano psicológico, a separação torna-nos confusos e vulneráveis. Porque nos sentimos infelizes, podemos, nesses momentos dolorosos, perder a autoconfiança. A separação é ainda mais dolorosa, caso quem tenha sido abandonado possa ter passado por experiências difíceis: conflitos, lutos ou a sensação de não ter sido suficientemente amado. A separação abre as feridas não cicatrizadas e as deixa expostas. Mesmo assim, é possível sair-se mais forte desta experiência, melhor preparada para o futuro. A palavra-chave é reagir.
Não hesite em pedir auxílio
Sente um desgosto enorme? É normal: está vivendo o fim de uma história de amor, e terá de passar por um verdadeiro trabalho de luto. Mas, sentindo-se incapaz de ultrapassar a situação sozinha e deprimida, não hesite em consultar um psicoterapeuta. Algumas sessões bastarão para superar a crise.
Recupere o poder de sedução
Não ficar sozinha é tranqüilizador e muito positivo, na medida em que contribui para que se sinta novamente desejada e sedutora. Demonstra também que a vida não acabou. Com efeito, nunca é tarde para novos encontros e não há idade para namorar. Algumas mulheres, após uma separação, procuram imediatamente outra história de amor, para esquecer o marido (ou o amante) e apagar as más recordações. Porque não? Existe contra-indicação para esta "terapia"? Não. Mas também não é indispensável. O importante é escolher um novo amante por desejo e não por despeito, ou ‘vingança’. Por outro lado, não se empenhe em entrar numa relação estável. Convença-se de que o novo "caso" deve ser breve, que tem os dias contados. Numa mulher magoada, uma nova relação pode servir para preencher o vazio afetivo, mas não poderá ser equilibrada. Só mais tarde, findo o luto, será possível construir uma nova história de amor, com bases sãs e sólidas.
Aceite as dificuldades amorosas e sexuais
A ferida causada pela separação é freqüentemente acompanhada, na mulher, por uma diminuição do desejo sexual. No homem, geralmente, reativa a fragilidade da sexualidade. Resultado, tanto para um como para o outro, é o período ideal para ocorrerem falhas e distúrbios do equilíbrio sexual. Por exemplo, se durante cinco, dez anos ou mais, você teve um único parceiro sexual, não admira que o fato de se encontrar na cama com um "desconhecido" provoque, no mínimo, um momento de angústia. Se tais problemas surgirem durante as primeiras relações sexuais com um novo parceiro, não se aflija. É normal que precise de um período de adaptação. Eventualmente, se a situação a inquietar ou se prolongar, fale com o seu ginecologista ou com um sexólogo.
Não tente seduzir o seu ex
Se tiver filhos com o seu ex-namorado (ou ex-marido), será necessário, face à separação, fazer das tripas coração, para estabelecer boas relações com o pai. Caso contrário, nada a obriga a continuar a vê-lo. Podem decidir continuar amigos, desde que ambos reconheçam que a relação amorosa acabou. Por vezes, a amizade só é possível muito tempo após a separação e pode mesmo ser preferível que nunca mais se vejam. Mas cuidado para não entrar num jogo perverso de sedução com o seu ex. Não levará a nada!
Multiplique novos encontros
Um casal vive sempre um pouco em autarquia. Aproveite a recente liberdade para exercer novas atividades. Academias de ginástica, teatro, cinema, happy hour com as amigas: saia do seu universo habitual. Inicie-se na escultura ou na pintura, inscreva-se em cursos de línguas, visite museus, defenda uma boa causa. Terá muito por onde escolher e só o primeiro passo será difícil. Escolha atividades de grupo, pois permitirão fazer novos conhecimentos interessantes. Alargarão o seu círculo de amigos e, quando se sentir novamente disponível, talvez encontre um parceiro com interesses comuns.
Invista no trabalho
Investir na vida profissional é uma solução clássica e eficaz! Com efeito, permite reagir ao desgosto e, ao mesmo tempo, proporciona satisfação imediata: sucesso, eventual aumento de salário. Este reconhecimento contribuirá para levantar o moral e recuperar a autoconfiança. Na condição de que saiba que este "remédio" é temporário. Porque, em breve, retomará o prazer de viver e uma bela manhã acordará pronta para novas aventuras.
E se for você a partir?
Deixar um companheiro também não é fácil, mesmo quando existem várias razões. Seguem-se algumas dicas para ficar bem com a sua consciência:
• Seja leal e evite os golpes baixos.
Por mais queixas que tenha do seu marido, porque conhece bem as suas manias, fraquezas e pequenos defeitos, o fato é que, a sua partida o torna vulnerável e não é preciso feri-lo ainda mais. Não o martirize, na presença de amigos comuns ou da sua família, com frases assassinas. Ele é o "abandonado", não ponha o dedo
na ferida.
• Não se culpe.
Cabe-lhe o papel da malvada. Sendo a "culpada", todo mundo (filhos, família, amigos) a acusará. Sobretudo se o seu ex não for um monstro e você partir com outro homem. Não duvide de si mesma. Refletiu muito para tomar uma decisão que não era fácil. Mantenha-se firme e procure desabafar com uma verdadeira amiga ou com um psicólogo, que lhe dará uma ajuda eficaz.

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