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Postado em: 08/01/2012 às 21h34
TAMANHO DA FONTE  A- A+
A bendita fixação de escolher sempre o mesmo tipo de homem

Seu último affair era um roqueiro cabeludo, alto e metido a intelectual, três anos mais novo que você. Que, por sinal, te fazia lembrar de um outro rapaz por quem você nutriu um daqueles amores platônicos de adolescência. Mas não deu certo... E, algum tempo depois, você finalmente encontra sua cara-metade, o namorado perfeito: mais novo, mais inteligente, 1m85 de altura, cabelos compridos e que adora um rock’n roll.
Epa, peraí... Outra vez?
Caso tenha se encaixado de alguma forma neste contexto, mesmo trocando
as características por outras, você é uma das muitas mulheres que, inconscientemente ou não, por vontade própria ou fatalidade do destino, são atraídas somente por um tipo específico de homem. Ele pode ser loiro, forte, barbado, oriental, rústico, mulherengo, tímido, tatuado, surfista..., mas está sempre povoando o seu imaginário.

Toda escolha que fazemos, sobretudo no campo emocional, é regida ou inspirada pelas nossas idealizações: “Há pessoas, de ambos os sexos, que sempre procuram o mesmo
tipo de parceiro porque idealizam essa imagem. Elas prezam por determinada(s)
característica(s), na personalidade ou na aparência, que corresponda à expectativa
que criaram. O problema é que o ideal de figura que tanto perseguem fica apenas
dentro da cabeça delas, não é aquele indivíduo que está diante delas”.

A teoria de que essas escolhas podem estar relacionadas a uma busca (ou anulação) inconsciente por particularidades de origem paterna: “Todos buscamos, de alguma maneira, o nosso pai, ou a nossa mãe refletidos em outras pessoas”.

Momento de se libertar

Acredita-se que o amor relativo aos pais pode, de fato, ser estendido aos
parceiros, principalmente porque é o primeiro contato amoroso que temos na vida.
Contudo, para o psicólogo, a fixação por determinados perfis pode ter muitas outras
explicações. “É muito relativo. Em geral, os desejos que temos podem estar ancorados
em uma identificação primitiva, mas não necessariamente na figura do pai
ou da mãe. Podemos nos fixar a partir de uma situação, de um trauma, de uma pessoa”,
esclarece Próspero. Ele salienta que a insistência em um tipo de parceiro muitas
vezes é ruim porque anula a capacidade de mobilidade e empobrece as relações,
ainda mais se o perfil escolhido causar sofrimento.



 
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