Porém, a
cidade satélite teve sim sua importância, afinal, Bi e
Herbert moraram um tempo por lá.
Conheceram-se, porém, no Rio de Janeiro, em 1981, e
junto com Vital Dias começaram a ensaiar. Quando
finalmente haviam conseguido uma apresentação em um
festival universitário, o baterista Vital não
compareceu. Preocupados com essa situação, os outros
dois integrantes saíram atrás de um substituto e foram
apresentados a João Barone por um amigo em comum. Barone
tocou com eles nesse dia, e nunca mais o trio se
separou.
Após mais
alguns shows, cruzaram com Maurício Valladeres que
gostou do grupo e levou uma fita demo para a Rádio
Fluminense. A música “Vital e sua moto” tornou-se uma
das mais pedidas da rádio e eles assinam com a EMI-Odeon.
O álbum de estréia, “Cinema Mudo”, chega em 1983, e já
trazia dois clássicos: “Química” e “Cinema Mudo”. A
repercussão foi muito positiva e o próximo trabalho foi
lançado logo no ano seguinte. Intitulado “O Passo do Lui”,
esse segundo disco fez enorme sucesso. Muitas faixas
tornaram-se hits ( “Óculos’, “Meu Erro” e “Ska”, por
exemplo) e as vendas também subiram.
Em 1985, tocam na primeira edição do Rock in Rio e a
essa altura, já eram famosos em todo o país. O terceiro
álbum, “Selvagem?” consolidou de vez a carreira da
banda. As letras estavam mais sérias e as composições
mais bem elaboradas. Músicas como “A Novidade”,
“Alagados” e “Melô do Marinheiro”, somadas ao sucesso
conquistado no Rock in Rio, no ano anterior, fizeram com
que “Selvagem?” vendesse aproximadamente 600 mil cópias.
Esse fenômeno chamou a atenção de outros países. Em
1987, são convidados para participar do Festival de
Montreux, na Suíça e registram tudo no álbum “D”. No
mesmo ano a coletânea “Paralamas do Sucesso” é editada
apenas na Europa.
Em 1988, foi
lançado “Bora Bora”. O álbum não foi tão bem quanto os
anteriores, mas mesmo assim “O Beco”, “Uns Dias” e
“Quase um Segundo” tocaram exaustivamente nas rádios. Os
Paralamas fecham a década de 80 com “Big Bang”. Dois
grandes clássicos, “Lanterna dos Afogados” e “Perplexo”
garantiram a boa aceitação do público.
O primeiro dos anos 90 foi, na verdade, uma coletânea:
“Arquivo” (que trazia ainda de bônus a inédita
“Caleidoscópio”). O álbum inédito viria só mesmo em
1991, com o nome de “Os Grãos”. Apesar da boa produção e
dos hits “Sábado” e “Trac-Trac”, esse disco não deu
muito resultado. |
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