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"Turma da
Colina", um grupo de jovens do qual faziam parte pessoas
como Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Phillippe Seabra,
Fê e Flávio Lemos, Loro, Dinho, entre outros. Com a
chegada do movimento Punk, formaram as primeiras bandas,
que seriam, mais tarde, conhecidas como Legião Urbana,
Plebe Rude e Capital Inicial. E é dessa última que vamos
falar aqui.
O início de tudo se deu no
ano de 1982, quando os irmãos
Fê
(bateria) e Flávio Lemos (baixo), Loro Jones (guitarra)
e Dinho Ouro-Preto se juntaram para fazer um som. Todos
tinham experiência em outras bandas: Os Lemos tocavam
com Renato Russo no Aborto Elétrico, Loro era
guitarrista do Blitz 64 e junto com Dinho, Dado
Villa-Lobos e Marcelo Bonfá formaram também o "dado e o
reino animal".
Após tocarem em Brasília, São Paulo e Rio, assinaram, no
fim de 1984, um contrato com a CBS. Mudam-se para Sampa
em definitivo no ano seguinte e lançam o primeiro
compacto com as faixas "Descendo o Rio Nilo" e "Leve
Desespero". O álbum de estréia porém só saiu em 1986,
pela Polygram, e o título levava o próprio nome do
grupo. A repercussão foi imediata e os hits como "Música
Urbana", "Fátima" e "Veraneio Vascaína" deram ao Capital
o primeiro disco de ouro.
O
tecladista Bozzo Barreti passa a integrar o time e, em
1987, o segundo trabalho já estava nas lojas: "Indepedência".
As faixas "Prova" e "Autoridades" trouxeram o segundo
disco de ouro. Nessa época, o ex- Police Sting fez uma
turnê pelo Brasil e o Capital foi a banda de abertura em
todos os shows do músico inglês.
Apesar de todo esse sucesso, o disco seguinte "Você Não
Precisa Entender", de 1988, não foi tão bem sucedido
como os anteriores. Os destaques foram "Fogo" e "Pedra
na Mão". Dinho ainda sofreu um acidente de carro que,
apesar de não ter sido grave, quase adiou toda a turnê
do álbum.
O quarto trabalho estava programado pra sair em 1990,
mas eles apressam as gravações para poderem tocar no
Hollywood Rock já com material inédito. "Todos os
Lados", chegou, ainda em 1989, e sua sonoridade se
aproximava ao do início da carreira, agradando os fãs e
a mídia.
Somente dois anos depois, já com gravadora nova (BMG),
foi lançado "Eletricidade". A receptividade foi
excelente. As faixas "Kamikaze" , "Todas as Noites",
além de uma versão para "The Passenger", de Iggy Pop,
batizada de "O Passageiro" somadas a apresentação no
Rock In Rio II, consagraram o Capital como uma das mais
ouvidas no Brasil.
Porém, quando tudo parecia estar indo muito bem, os fãs
foram surpreendidos com duas tristes notícias: Em 1992,
Bozzo Barretti deixa o grupo e, no ano seguinte, Dinho,
alegando divergências musicais e pessoais, partiu em
carreira solo. O Capital recrutou Murilo Lima para o
posto de vocalista e lançaram "Rua 47" e "Ao Vivo".
Em 1996, a PolyGram, que tinha os direitos sobre a
maioria das músicas da banda, soltou a coletânea "O
Melhor do Capital Inicial" que acabou sendo um sucesso
de vendas. Empolgados com a fidelidade demonstrada pelos
fãs, resolvem voltar a ativa com a formação original,
aproveitando para comemorarem os 15 anos do grupo.
Após assinarem com a Abril Music, gravaram, em 1998, o
álbum "Atrás dos Olhos" e o clip "O Mundo" começou a dar
bons resultados na MTV. A Polygram, tentando tirar
proveito da situação, ainda lançou "Remixes", e mais uma
coletânea "Millennium".
Iniciam uma nova excursão por todo o país, desta vez com
Aislan Gomes, um antigo fã, nos teclados. De volta pra
casa, a MTV propõe ao grupo uma apresentação em formato
acústico, com direito a álbum e home-vídeo. O evento,
que ocorreu em 2000, foi considerado a grande volta do
Capital, rendendo ótimos frutos não só para a banda, mas
também para a emissora. O show foi muito bem elaborado,
contando com participações especiais (Kiko Zambianchi e
Zélia Duncan), além de novas versões para os velhos
clássicos.
O sucesso do Capital continuou em 2002 com o inédito
"Rosas e Vinho Tinto" trazendo faixas como "À sua
Maneira", uma das mais executadas do ano, e que permitiu
o grupo a continuar percorrendo todo o Brasil fazendo
shows cada vez mais lotados. Nesse álbum, o guitarrista
Yves Passarell, ex-Viper, já assumiu a função de
guitarrista definitivamente, com a saída de Loro Jones.
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