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Capital Inicial

 

Quando falamos sobre Rock nacional, principalmente o da década de 80, é impossível não mencionarmos a cidade de Brasília. Foi lá que surgiu a maioria das bandas hoje consagradas, algumas ainda na ativa, da música brasiliera.

No fim da década de 70, existia a famosa 

 
"Turma da Colina", um grupo de jovens do qual faziam parte pessoas como Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Phillippe Seabra, Fê e Flávio Lemos, Loro, Dinho, entre outros. Com a chegada do movimento Punk, formaram as primeiras bandas, que seriam, mais tarde, conhecidas como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. E é dessa última que vamos falar aqui.

O início de tudo se deu no ano de 1982, quando os irmãos (bateria) e Flávio Lemos (baixo), Loro Jones (guitarra) e Dinho Ouro-Preto se juntaram para fazer um som. Todos tinham experiência em outras bandas: Os Lemos tocavam com Renato Russo no Aborto Elétrico, Loro era guitarrista do Blitz 64 e junto com Dinho, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá formaram também o "dado e o reino animal".

Após tocarem em Brasília, São Paulo e Rio, assinaram, no fim de 1984, um contrato com a CBS. Mudam-se para Sampa em definitivo no ano seguinte e lançam o primeiro compacto com as faixas "Descendo o Rio Nilo" e "Leve Desespero". O álbum de estréia porém só saiu em 1986, pela Polygram, e o título levava o próprio nome do grupo. A repercussão foi imediata e os hits como "Música Urbana", "Fátima" e "Veraneio Vascaína" deram ao Capital o primeiro disco de ouro.

O tecladista Bozzo Barreti passa a integrar o time e, em 1987, o segundo trabalho já estava nas lojas: "Indepedência". As faixas "Prova" e "Autoridades" trouxeram o segundo disco de ouro. Nessa época, o ex- Police Sting fez uma turnê pelo Brasil e o Capital foi a banda de abertura em todos os shows do músico inglês.

Apesar de todo esse sucesso, o disco seguinte "Você Não Precisa Entender", de 1988, não foi tão bem sucedido como os anteriores. Os destaques foram "Fogo" e "Pedra na Mão". Dinho ainda sofreu um acidente de carro que, apesar de não ter sido grave, quase adiou toda a turnê do álbum.

O quarto trabalho estava programado pra sair em 1990, mas eles apressam as gravações para poderem tocar no Hollywood Rock já com material inédito. "Todos os Lados", chegou, ainda em 1989, e sua sonoridade se aproximava ao do início da carreira, agradando os fãs e a mídia.

Somente dois anos depois, já com gravadora nova (BMG), foi lançado "Eletricidade". A receptividade foi excelente. As faixas "Kamikaze" , "Todas as Noites", além de uma versão para "The Passenger", de Iggy Pop, batizada de "O Passageiro" somadas a apresentação no Rock In Rio II, consagraram o Capital como uma das mais ouvidas no Brasil.

Porém, quando tudo parecia estar indo muito bem, os fãs foram surpreendidos com duas tristes notícias: Em 1992, Bozzo Barretti deixa o grupo e, no ano seguinte, Dinho, alegando divergências musicais e pessoais, partiu em carreira solo. O Capital recrutou Murilo Lima para o posto de vocalista e lançaram "Rua 47" e "Ao Vivo".

Em 1996, a PolyGram, que tinha os direitos sobre a maioria das músicas da banda, soltou a coletânea "O Melhor do Capital Inicial" que acabou sendo um sucesso de vendas. Empolgados com a fidelidade demonstrada pelos fãs, resolvem voltar a ativa com a formação original, aproveitando para comemorarem os 15 anos do grupo.

Após assinarem com a Abril Music, gravaram, em 1998, o álbum "Atrás dos Olhos" e o clip "O Mundo" começou a dar bons resultados na MTV. A Polygram, tentando tirar proveito da situação, ainda lançou "Remixes", e mais uma coletânea "Millennium".

Iniciam uma nova excursão por todo o país, desta vez com Aislan Gomes, um antigo fã, nos teclados. De volta pra casa, a MTV propõe ao grupo uma apresentação em formato acústico, com direito a álbum e home-vídeo. O evento, que ocorreu em 2000, foi considerado a grande volta do Capital, rendendo ótimos frutos não só para a banda, mas também para a emissora. O show foi muito bem elaborado, contando com participações especiais (Kiko Zambianchi e Zélia Duncan), além de novas versões para os velhos clássicos.

O sucesso do Capital continuou em 2002 com o inédito "Rosas e Vinho Tinto" trazendo faixas como "À sua Maneira", uma das mais executadas do ano, e que permitiu o grupo a continuar percorrendo todo o Brasil fazendo shows cada vez mais lotados. Nesse álbum, o guitarrista Yves Passarell, ex-Viper, já assumiu a função de guitarrista definitivamente, com a saída de Loro Jones.

 

 
 

 

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