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Existe no Brasil uma espécie de
confraria dos admiradores do BMW X5. Não
são, exatamente, proprietários do modelo
— que custa uma pequena fortuna —, mas
sim pessoas que apreciam a marca alemã,
o estilo do veículo e a tecnologia
embutida nele. Não é para menos que o
utilitário esportivo é tetracampeão em
sua categoria no concurso O Melhor Carro
do Brasil, promovido anualmente pela
CARRO.
A popularidade que o automóvel desfruta
desde 2000, quando estreou no mercado
brasileiro, pode ganhar mais alguns
pontos agora, com a renovação do X5. A
rigor, ele nem precisaria ser repaginado,
mas os engenheiros alemães, atentos aos
lançamentos do Volvo XC90 e do
Volkswagen Touareg, preferiram fazer uma
revisão geral. O esforço, como você
observa nas fotos, não foi em vão. Como
um irmão mais velho que tem as
prioridades dentro de casa, o X5 passa a
contar com o sistema xDrive, já presente
no recém-lançado X3. Com ele, a tração é
distribuída entre os eixos dianteiros e
traseiros com uma rapidez incrível,
utilizando os sensores das rodas — que
informam o giro em falso delas — e os do
sistema de estabilidade. Na prática, se
o carro perde o equilíbrio em uma curva,
por exemplo, o xDrive “percebe” a
situação e se encarrega de recolocá-lo
na rota normal. Ao contrário do xDrive,
as demais mudanças no X5 são bem
visíveis. O modelo é equipado com os
motores 3.0 e 4.4 litros V8 a gasolina,
que aparece nesta reportagem. Na Europa,
está disponível o 3.0 a diesel com
tecnologia “common rail” e, em breve, a
BMW lançará um mais potente, o 4.8is.
Mas com o 4.4i Sport, o X5 já alcança um
desempenho invejável, ainda mais quando
está calçado com pneus do tipo “V”,
apropriados para altas performances.
Segundo números da montadora, o carro
chega a 240 km/h de velocidade máxima e
acelera de 0 a 100 km/h em 7s.
Além do rugido do motor, o conforto para
os ocupantes é tamanho que o motorista
se sente perigosamente estimulado a
pisar fundo no acelerador, como se
estivesse em uma aubahn alemã. São
tantas teclas e informações disponíveis
no painel que é preciso de um certo
tempo para se familiarizar com os
recursos. Outras mordomias foram
mantidas do utilitário esportivo, como o
ajuste eletrônico de altura e distância
dos bancos e o controle de ar para os
passageiros de trás. Na parte externa,
os vincos do capô dianteiro foram
realçados, os contornos dos faróis
duplos ficaram ligeiramente afilados e,
nas extremidades, as luzes dos piscas
tornaram-se mais arredondadas. As
entradas de ar da grade estão maiores em
relação ao modelo anterior.
Na traseira, a BMW manteve uma boa
sacada no porta-malas com capacidade
para 465 litros, o assoalho que desliza
sobre trilhos para fora do carro,
facilitando a acomodação de bagagens e
das compras de supermercado. No entanto,
ali mesmo no porta-malas, dentro de um
pequeno compartimento, há um detalhe a
condenar no X5: a localização da
disqueteira para seis CDs. Em um
automóvel desse quilate — que custa
quase R$ 400 000 —, o motorista
mereceria um pouco mais de comodidade e
ter o porta CDs ao alcance das mãos.
Por Mário
Sérgio Venditti
Fotos Guilherme Andrade
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